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domingo, 8 de abril de 2012

VIDEO - SBRP/SBSP COMPLETO - 30 MINUTOS

VIDEO - PILATUS PC6 - DECIDA EMBU!!!

MERCADO EM ALTA

Aos 40 anos, Carlos Kallas está fechando a compra do seu primeiro avião. O servidor público de Uberlândia (MG) tenta convencer a mulher – que tem medo de voar em aviões pequenos – que um Corisco, da Embraer, será uma boa aquisição para a família.

“Vou fazer uso esporádico, só para pequenas viagens com a família para outros estados, pois tenho parentes no Paraná e em São Paulo e também para deslocamento para Belo Horizonte e outras cidades mineiras”, conta Kallas, que pretende contar com recursos de negócios da mulher e da família para a aquisição do bem.

Ele engrossa o grupo de novo tipo de clientela, como integrantes da classe média-alta, profissionais liberais e servidores públicos, que estão adquirindo seu próprio avião. Em quatro anos, o número de aeronaves particulares saltou 32% no país, passando de 6.472 em 2007 para 8.542 em 2011, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), movimentando o mercado de novos e usados.

Nos últimos dois anos, o crescimento anual desse mercado chegou a mais de 9%, e ter sua própria aeronave deixou de ser uma exclusividade dos muito ricos.

A procura tem crescido principalmente entre profissionais liberais, como o médico capixaba Antonio Zelio de Almeida, de 67 anos – que importou dos Estados Unidos, em janeiro deste ano, um Cessna Skylander seminovo para poder se deslocar para cidades do interior doEspírito Santo, onde mantém consultório. Com custos de translado e nacionalização, a aeronave saiu por mais de R$ 280 mil, segundo ele.

“Eu gosto de voar. No início era só hobby, mas percebi a necessidade, devido à demora nos deslocamentos. De Vitória para pequenas cidades, como Alfredo Chaves, onde eu tenho consultório, levava 6 horas de carro. De avião dá apenas uma”, conta.

“Notamos uma procura crescente por parte de advogados, médicos, consultores. É um tipo de profissional que alcançou um nível em que seus serviços estão espalhados e é necessário um deslocamento rápido para lugares que nem sempre contam com aviação regular”, diz Leonardo Fiuza, diretor comercial da TAM Aviação Executiva, representante da Cessna no Brasil.

“O mercado brasileiro amadureceu, percebendo que um avião privado não é mais para ostentação, mas uma necessidade, uma ferramenta de trabalho”, destaca Philipe Figueiredo, diretor de vendas da Líder Aviação, revendedora da Beechcraft.

A economia de tempo também justificou a compra no ano passado, pelo empresário paulista Othon Cesar Ribeiro, de um Cessna 206. Ele reclama das horas que perdia em aeroportos e da dependência dos horários dos voos comerciais para realizar as viagens e conseguir retornar para Jundiaí para ver a família. Gostou tanto que já renovou o modelo usado várias vezes desde a primeira aquisição.

“Eu precisava me deslocar para algumas cidades muitas vezes à noite, tendo que esperar quase o dia inteiro em um local, para conseguir estar em um compromisso no horário determinado e que era muito mais tarde. Também gastava horas no aeroporto e perdia muito tempo em deslocamento de carro, quando já podia estar no meu escritório, dando andamento ao trabalho”, afirma.

“Sem dúvida foi um bom investimento que eu fiz. Ter o próprio avião foi uma facilidade”, desabafa.

“Temos recebido muita demanda de clientes que buscam a primeira máquina para que possam fazer tudo o que tem de obrigações do trabalho durante a semana e visitar a família, ou fazer pequenas viagens, nos fins de semana”, diz José Eduardo Brandão, da Synerjet (ex-Ocean Air), revendedora no país da Bombardier, Augusta Westland e Pilatus.

Custo

Mesmo indo além do nicho dos muito ricos, ter um avião particular, no entanto, ainda não é para todos. Atualmente, é possível comprar um monomotor seminovo com cerca de R$ 500 mil – modelos da década de 1980 saem por até R$ 200 mil.

Já os jatos custam mais caro, passando dos US$ 4 milhões (R$ 7,3 milhões), e têm que ser importados por representantes credenciados pela fabricante. Ao final de 2010, o Brasil tinha 540 jatos executivos (4% da frota nacional), conforme a Associação Brasileira de Aviação Geral. Em 2011, o número saltou para 630.

O preço de uma aeronave varia conforme o ano de fabricação, quantidade de horas de voo e situação dos componentes. Se o uso não é continuo, um monomotor (como os Cessna, Beechcraft Bonanza e Embraer Corisco) pode ser a opção. Com velocidades entre 380 km/h e 600 km/h e autonomia de voo que chega a 4 horas e 30 minutos, estão disponíveis no mercado nacional por entre R$ 200 mil a R$ 800 mil, dependendo do ano de fabricação.

Já os bimotores (como Baron, Seneca e alguns modelos da Cessna) podem ser encontrados por desde R$ 360 mil até R$ 1,8 milhão. Possuem sistemas mais complexos e são mais flexíveis para viagens noturnas ou sobrevoo com segurança sobre regiões distantes.

Na categoria dos jatos, o Learjet (da Bombardier), o Phenom 100 e o Legacy (da Embraer), o Citation Mustang e o Citation XLS (da Cessna) e o King Air (da Beechcraft) estão entre os mais adquiridos no país. São os preferidos por cantores e empresários devido à comodidade, maior número de assentos e autonomia que pode chegar a 19 horas de voo. Os preços variam entre US$ 3,6 milhões a US$ 30 milhões (R$ 6,59 milhões a R$ 54,6 milhões).

Com os altos custos, muitos optam por comprar um usado. Segundo Fiúza, da TAM, após a crise econômica mundial de 2008, o preço de seminovos caiu muito. Com um ano de uso, o avião pode custar 20% menos que um novo do mesmo modelo.

“Às vezes, optar por um que já foi usado aqui no país compensa”, diz o comerciante Kallas. “Eu consigo comprar aqui um Corisco por R$ 200 mil e o custo-benefício compensa. Ele não consome muito combustível e a manutenção também é pequena”.

Isso porque, além do preço da aeronave, é preciso levar em conta os gastos para mantê-la. “A escolha de qual aeronave você irá comprar depende de quanto você terá disponível para mantê-la e para quais necessidades irá usá-la”, afirma Fiuza.

Um jato novo de R$ 5 milhões exigirá um custo operacional fixo mensal de R$ 30 mil - despesas com piloto, gasolina, hangar. Já um monomotor seminovo de R$ 200 mil pode ser mantido em um hangar alugado por R$ 500 mensais e com manutenção a cada 200 horas de voo, que fica em R$ 2 mil cada.

Avião compartilhado

O arquiteto Nilton Carlos Chieppe, de 68 anos, presidente do Grupo Águia Branca no Espírito Santo, reduziu os custos dividindo a propriedade do monomotor Cessna Skylane 182, comprado em 2011. Ele divide, com o sócio, os custos do hangar e do piloto particular.

“Nunca deu problema em ter o avião compartilhado. Meu sócio pergunta se eu vou voar em tal data, se não vou, ele usa. Raramente dá algum confronto de datas e isso reduz o nosso custo. Os dois usam, não há conflito, funciona muito bem”, explica.

“A compra compartilhada pode ser uma opção inicial também quando alguém quer testar um avião ou verificar se ele atende seus objetivos para depois adquirir o seu próprio", explica Philipe Figueiredo, da Líder Aviação, representante dos jatos King Air e das marcas Bonanza e Baron no Brasil.

Compra da aeronave

A primeira recomendação dada por especialistas para quem deseja adquirir uma aeronave é procurar os revendedores oficiais ou empresas especializadas em consultoria, que poderão ajudá-lo a escolher o melhor modelo para suas necessidades. Uma das opções é comprar um novo direto da fábrica ou importar um seminovo dos Estados Unidos.

Alguns clientes preferem verificar pessoalmente a aeronave antes de importá-la, outros fecham o negócio após empresas credenciadas pela fabricante inspecioná-los nos Estados Unidos.

Após a empresa idônea certificar a qualidade da aeronave há o fechamento da compra e o pagamento. O avião vem voando para o Brasil – com prefixo e piloto norte-americano. Mas, depois de pousar, não pode voltar a decolar sem que haja o desembaraço na Receita Federal e a regularização com a Anac.


Nesse processo, que dura até 45 dias, os maiores custos são com translado, impostos e com a nacionalização do modelo em uma oficina, para atender aos requisitos de aeronavegabilidade nacionais.

Fiuza, da TAM, estima que 25% do valor da aeronave será necessário para importá-lo - no caso de um monomotor Cessna, por exemplo.

Já Figueiredo, da Líder, disse ser necessário pelo menos 19% sob o valor para importar um monomotor Bonanza ou um jato King Air.

Já Phillip Costa, da AviõesNet, que trabalha com importação e venda de novos e usados no país, cota em 38% os custos para importar e nacionalizar um monomotor americano de US$ 100 mil. “Há os custos fixos de 10% de IPI e mais 18% de ICMS (no caso de São Paulo), seguro obrigatório para acidentes, translado, salário do piloto, tarifas com despachante e oficina. Em alguns casos, os custos de importação não compensam e fica mais barato comprar um já nacionalizado e usado por aqui”, diz.

O seguro do casco não é obrigatório e, normalmente, quem compra mono ou bimotores não faz, pois as seguradoras cobrem um período de até 25 anos após a fabricação.

FONTE: PORTAL G1

sexta-feira, 2 de março de 2012

PILOTO AVIADOR - FRANCIS GARY POWERS


Francis Gary Powers (17 de agosto de 19291º de agosto de 1977) foi capitão da Força Aérea dos Estados Unidos. Era o piloto norte-americano do avião espião U-2, abatido a tiros enquanto sobrevoava a União Soviética, em 1960, causando assim a "Crise do U-2". Nasceu em Burdine, Kentucky, e cresceu em Pound, Virgínia, cidade na fronteira de Virgínia com Kentucky. Depois de graduar-se no Milligan College, Tenesse, Gary alistou-se na Força Aérea dos Estados Unidos, em 1950.

Ao descrever um piloto aviador, escreveu assim:

Existem dois tipos de pilotos, aqueles que levam em seu sangue a necessidade de voar, pelas mesmas razões que precisam dormir, comer ou respirar, e aqueles que o fazem apenas pela tarefa, por obrigação ou por não ter outra alternativa. Esses últimos normalmente chegam à profissão por acaso ou outra forma não planejada.
Os primeiros freqüentemente tem a inquietude desde pequenos, quando viam nos aviões algo notável, místico, sublime, talvez muitos destes começaram desde pequenos a construir modelos de aeroplanos, ou acumulando fotos e pôsteres ou qualquer outra coleção com motivos aéreos. Conheciam as especificações e dados de qualquer avião com riqueza de detalhes.
Quando crescem e têm a sorte de realizar seu sonho de criança, desfrutam plenamente do seu trabalho e sentem-se os homens mais sortudos do planeta.
Os pilotos são uma classe à parte de humanos, eles abandonam todo o mundano para purificar seu espírito no céu, e somente voltam à terra depois de receber a comunicação do infinito.
Esse grupo conhece a diferença entre voar para sobreviver e sobreviver para voar. A Aviação os ensina um paradoxo... orgulho e humildade...
Voar é uma magia... que faz vítimas voluntarias de seu feitiço transcendente.
Quando estão na terra, durante dias ensolarados, observam continuamente o firmamento com saudades de estar ali, durante dias chuvosos e nublados, revêem os procedimentos de voo em suas mentes.
O piloto sabe que o melhor simulador de voo esta em si mesmo, em sua imaginação, em sua atitude, porque a mente do piloto esta sempre acessível a elementos novos e compreende que para voar é preciso acreditar no desconhecido.
No mais, os pilotos são homens lógicos, calmos e disciplinados, que pela necessidade, precisam pensar claramente... de outra forma, se arriscam a perder violentamente a vida ao sentar-se na cabine.
O verdadeiro piloto não amarra seu corpo ao avião, pelo contrário, através do arnês ele amarra o avião em suas costas, em todo seu corpo.
Os comandos da aeronave passam a ser uma extensão de sua personalidade, essa simples ação une o homem ao aparelho na simetria de uma só entidade. Numa mistura única e indecifrável, cada vibração, cada som, cada cheiro tem sentido e o piloto os interpreta apropriadamente.
Não há duvida de que o motor é o coração do avião, mais o piloto é a alma que o governa. Os pilotos não vêem seus objetos de afeição como máquinas, ao contrário, são formas vivas que respiram e possuem diferentes personalidades, em alguns momentos falam e até riem com eles.
Esses seduzidos mortais percebem os aviões com uma beleza incondicional, porque nada estimula mais os sentidos de um aviador que a forma esquisita de uma aeronave, não podem evitar, estão infectados pelo feitiço, e viverão o resto de suas vidas contemplados pela magia de sua beleza.
Para o piloto ver um avião antigo é como encontrar um familiar perdido, uma e outra vez.
Quando o destino trágico mostra sua inexorável presença e vidas se perdem em acidentes, a essência do piloto se entristece pelo acontecido, mais não poderá evitar, talvez por infinitesimal segundo, que a sombra de seu pensamento volte ao aparelho caído um golpe de afeição inevitável.
Para o Aviador o som dos pistões é uma bela sinfonia, o som de um jato a síntese da força. Aviões perigosos não existem, somente não são pilotados adequadamente...
Para aviadores, os aeroportos são altares ao talento humano. Ali se realizam diariamente os desafios e os milagres frente às energias da natureza e a força da gravidade. São lugares sagrados, onde o ritual de voar se exalta e se glorifica, de onde caminhos e fronteiras se encontram e o mundo fica pequeno, nos que se chora de alegria e também de tristeza, onde nascem esperanças e sucumbem ideais, onde o som do silêncio habita as lembranças.
No ar o piloto esta em seu elemento, em sua casa, ao que pertence, é ali que ele se liberta da escravidão que o sujeitam na terra. É um dom de DEUS que ele aceita com respeito e alegria.
Este privilégio lhe permite escalar as prodigiosas montanhas do espaço, e alcançar dimensões no firmamento que outros mortais não alcançarão. Este presente permite apreciar a perfeição do criador e o absurdamente pequeno humano.
Permite-lhe igualmente reconhecer que ninguém avista a montanha dali... como ele a vê do céu..
Distinguir uma pessoa que deu sua alma à aviação é fácil, em meio à multidão quando um avião passa seu olhar volta-se imediatamente ao firmamento buscando-o e não descansará até que o veja. Não importa quantas vezes haja visto o mesmo avião, é preciso vê-lo novamente, é algo inconsciente e espontâneo.
Os pilotos talvez possam explorar os elementos físicos do voo, mas descrever o que ocasiona sua existência é impossível porque explicar a magia de voar esta além das palavras.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

ANAC MANTEM MULTA APLICADA AO PILOTO JOSEPH LEPORE DO JATO LEGACY QUE SE CHOCOU COM O VOO 1907 DA GOL EM 2006

Voo Gol 1907

Brasília, 16 de fevereiro de 2012 – A Junta Recursal da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) manteve, em segunda instância, as multas aplicadas ao piloto Joseph Lepore nos processos originados de dois autos de infração lavrados pela Agência em 20 de setembro de 2011.

O piloto era o comandante do jato Legacy, de prefixo N600XL, que colidiu com o Boeing 737 da empresa aérea Gol, em 29 de setembro de 2006. A decisão da Junta encerra a possibilidade de recursos na esfera administrativa. As multas aplicadas somam o valor de R$10 mil reais.

Os autos foram emitidos pela Agência a partir da constatação de que o equipamento TCAS (sistema anticolisão de tráfego) e o transponder do jato Legacy estiveram desligados durante o voo, contrariando normas de segurança da Aviação Civil.

A ANAC já havia enviado comunicado à autoridade aeronáutica norte-americana (Federal Aviation Administration - FAA) sobre as novas autuações ao piloto Lepore.

Histórico – As multas vêm se somar a outras duas já aplicadas em razão do voo. Em Sessão anterior, em 25 de agosto de 2011, a Junta Recursal já havia decidido outros dois recursos apresentados pela Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do voo 1907 nos processos administrativos abertos contra o piloto Joseph Lepore e a empresa Excel Air Services Inc.As primeiras autuações ocorreram em 22 de março de 2011 e tiverem como base a ausência de uma ‘carta de autorização’ (Letter of Authorization – LOA) emitida pela FAA, necessária para conduzir operação em espaço aéreo de separação reduzida (RVSM).Durante aquela Sessão de Julgamento, as sanções administrativas aplicadas pela decisão de primeira instância aos autuados foram mantidas – multa de R$ 3,5 mil para o piloto Joseph Lepore e de R$ 7 mil para a empresa Excel Air Services Inc.. Essas duas primeiras multas já foram pagas.Na ocasião foi também esclarecido que a ANAC havia encaminhado à FAA ofício comunicando todas as sanções administrativas aplicadas até então. As questões referentes ao tráfego aéreo foram informadas, também por ofício, ao órgão responsável pelo Espaço Aéreo Brasileiro, que é o Comandando da Aeronáutica (COMAER).

Assessoria de Imprensa da ANAC

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SANTOS DUMONT - DE PRÓPRIO PUNHO


Encontrei esse site excelente que fala sobre a vida e obra de Alberto Santos Dumont, que dispensa apresentações. Espero que gostem! Para acessar basta clicar em Santos Dumont, de próprio punho

domingo, 20 de novembro de 2011

ENTREVISTA - LARISSA BERNARDO


Amigos do Papo de Hangar, como eu havia dito antes, esse mês entrevistei a Larissa Bernardo que tem 25 anos e atua como Co-piloto de Embraer 190/195 em uma grande companhia aérea brasileira. Larissa tem ensino superior completo, fez o Piloto Privado no Aeroclube de Atibaia, o Piloto Comercial entre o Aeroclube de Campinas e o de Bragança, e antes de ingressar na linha aérea, fez o INVA também no Aeroclube de Campinas. Larissa faz parte de uma família de aviadores, talvez por isso seja um “anjo”. Uma amiga querida por todos que a rodeiam e certamente uma profissional aplicada e muito competente no que escolheu fazer pra o resto da vida. Deixo aqui o meu agradecimento a minha grande amiga Larissa por ter disponibilizado uma parte do seu tempo para responder essas perguntas e espero que todos vocês apreciem a entrevista e quem sabe alguns possam estimular ainda mais a vontade de alçar voos cada vez mais altos.

1. De onde surgiu a idéia de ser Piloto de Avião? Sua família, teve alguma influência?

Sim, com certeza! Nasci respirando aviação, meus pais e meus tios voam! Meu pai é Piloto, minha mãe Comissária de Bordo e com isso minha irmã e eu acabamos seguido os mesmos passos, assim como meus primos! Quando crescemos neste meio no qual a rotina é não ter uma rotina constante, e gostamos disso, fica difícil adaptar-se a outros meios! Já esta no DNA! Foi natural, por opção e amor mesmo...

  1. Quais são as principais dificuldades que você encontrou desde que decidiu iniciar o curso de piloto privado, até os dias de hoje?

Graças a Deus não tive grandes dificuldades! Mas a ansiedade de todas as fases é complicada de lidar! Primeiro o exame medico, depois as provas teóricas, os checks práticos, a prova de inglês, a entrevista de emprego nas companhias, o treinamento no simulador, o treinamento em rota, o check em rota! O saber se vai dar certo ou não é complicado! Parece que de cada um destes momentos depende a nossa vida! Que aquela é nossa única oportunidade e você quer fazer seu melhor com perfeição! Entender e aceitar que nunca saberei tudo, lidar com a auto-cobrança e saber que errar faz parte do processo é complicado!

  1. Você sente algum tipo de preconceito por partes dos passageiros, ao verem você na cabine?

Preconceito Nao!! Acho que ja foi o tempo! Mas surpresa sim! Sempre ouço “Foi voce quem veio “dirigindo”? é gostoso!

  1. Como você vê o cenário atual da aviação civil no Brasil, especialmente para as mulheres?

Na realidade, não consigo diferenciar muito o mercado para mulheres e para homens nos dias de hoje, principalmente na linha aérea! O mercado esta borbulhando de oportunidades, independente do sexo! Hoje ainda vemos poucas mulheres pilotando porque o interesse e a procura nesta área por parte delas é menor! Simplesmente por isso! Mas as oportunidades estão ai, para quem quiser agarra-las!

  1. Você já passou por alguma situação que te fez pensar em desistir de voar?

Não, jamais! Já senti receios e claro alguns medos ao presenciar acidentes e incidentes de perto, mas desistir jamais! Faz parte do meio e da vida estas situações! Na aviação, infelizmente aprendemos com os erros e acertos dos nossos colegas, e nós, pilotos, não temos tempo para lamentações!

  1. O que você acha sobre esse “aquecimento” nas contratações de pilotos por parte das companhias aéreas?

Ao meu ver a aviação é cíclica! Existem muitos altos e baixos e as coisas acontecem da noite para o dia conforme o mercado econômico mundial gira! Quem esta se formando agora, deve aproveitar as oportunidades da melhor forma, pois mesmo torcendo e acreditando que ainda existam muitos campos para que a aviação continue desenvolvendo e gerando novos empregos, pode ser que não perdure por muito tempo! Tudo depende, é bem complexo! O Brasil é muito grande, tem muito potencial e a aviação, principalmente a regional, ainda tem muito para crescer!

  1. Hoje em dia percebemos que temos muito mais pessoas interessadas em fazer o curso de piloto. A que você atribui esse fato?

Eu acredito que deve-se ao fato de que no momento, o mercado esta superaquecido, os empregos e as oportunidades estão surgindo! Ha pouco tempo atrás o mercado encontrava-se fechado, e as oportunidades eram mais raras! Hoje, é diferente! Isso atrai os olhares daqueles que veem de fora a situação e acabam procurando se profissionalizar! Porem, o caminho é longo, exige muita paciência e disciplina, então vejo que muitos procuram, mas poucos finalizam o curso! Existe uma seleção natural...

  1. Quais os conselhos que você dá as mulheres que pretendem seguir a carreira de Piloto de Avião?

A pergunta que mais ouço das meninas é a respeito de preconceito, e minha resposta é sempre a mesma! Tudo depende da maneira como encaramos as situações e a maneira como nos comportamos diante delas! Não leve para o lado pessoal tudo que ouvem, muitas vezes o preconceito, parte de nos mesmos! Não se cobre apenas pelo fato de ser mulher, saiba que tem que se cobrar para se tornar uma boa piloto, faça seu voo buscando a excelência e a padronização, que todos resultados serão consequência disto!

  1. Deixe uma frase para todos aqueles que estão pretendendo iniciar essa tão brilhante carreira e que com certeza encontrarão muitos desafios pela frente:

“Para chegar onde queremos, temos todo um caminho a percorrer! A jornada é tudo! Persista e faça da melhor forma que puder, respeitando as regras e regulamentos de segurança de voo! Ética, disciplina e dedicação são essenciais! Humildade é fundamental! Nunca pense que já sabe o suficiente!”


Bom pessoal, é isso aí. Espero que tenham gostado!

Abraço a todos e bons voos sempre!!!


Bruno Maciel.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ex-vereador se jogou do avião durante problemas na hora do pouso.

A aeronave que enfrentou problemas no momento do pouso e resultou na morte de um dos passageiros na noite de segunda-feira (14), na região sudoeste da Bahia, passará por avaliação técnica, segundo informações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica (Cenipa), regional Recife (PE). O acidente aconteceu na cidade de Condeúba, a cerca de 650 Km de Salvador.

“Faremos uma ação inicial, buscando informações básicas para dar prosseguimento às investigações técnicas. Queremos saber os fatores que contribuíram. O resultado será usado para a criação de recomendações de segurança a todos os envolvidos na atividade de voo”, afirmou o investigador da Aeronáutica em Recife, José Roberto Mendes. Segundo ele, os proprietários foram orientados a não interferir na cena do acidente para que os técnicos possam encontrar a situação preservada. As equipes responsáveis pelo trabalho devem sair do Recife ainda durante a manhã.

O ex-vereador do município Agnaldo José Pereira, de 44 anos, se desesperou com o pouso forçado e se jogou da aeronave, sendo atingido pela estrutura do próprio avião. Ele morreu na hora. O ex-político viajava junto com o irmão piloto e um primo, que não sofreram ferimentos. Por volta das 21h, quando a aeronave se aproximava da pista particular da família, dentro de uma fazenda, ocorreu o acidente, cujas causas serão investigadas. A área foi isolada e a aeronave permanece no local na manhã desta terça-feira. A fuselagem do avião sofreu pequenas avarias.

O corpo do ex-vereador foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista, a cerca de 150 Km de Condeúba. Segundo informações de familiares, o corpo será velado na Câmara Municipal e encaminhado para o povoado de Alegre, a cerca de 40 Km, onde ele nasceu. Agnaldo assumiu dois mandatos, de 2000 a 2008 e tinha três filhos.

Segundo familiares, a pista de pouso foi construída há cerca de dois anos e meio e é coberta de cascalho (não é asfaltada). O local fica um pouco afastado da zona urbana de Condeúba. Na delegacia da cidade, ninguém prestou depoimento sobre o acidente. Segundo agentes da unidade policial, os familiares envolvidos não têm condições emocionais de prestar esclarecimentos.

FONTE: PORTAL G1