Papo de Hangar
Um espaço virtual interativo, destinado a pilotos civis e militares, comissários(as) de voo, mecânicos de voo, instrutores, alunos e entusiastas da aviação em geral. Agora também com espaço para aviação virtual. Aqui você pode participar de enquetes, deixar seus recados, enviar fotos, vídeos e matérias e interagir conosco. Participe e bons voos sempre!!!
domingo, 8 de abril de 2012
MERCADO EM ALTA
“Vou fazer uso esporádico, só para pequenas viagens com a família para outros estados, pois tenho parentes no Paraná e em São Paulo e também para deslocamento para Belo Horizonte e outras cidades mineiras”, conta Kallas, que pretende contar com recursos de negócios da mulher e da família para a aquisição do bem.
Nos últimos dois anos, o crescimento anual desse mercado chegou a mais de 9%, e ter sua própria aeronave deixou de ser uma exclusividade dos muito ricos.
“Eu gosto de voar. No início era só hobby, mas percebi a necessidade, devido à demora nos deslocamentos. De Vitória para pequenas cidades, como Alfredo Chaves, onde eu tenho consultório, levava 6 horas de carro. De avião dá apenas uma”, conta.
“Notamos uma procura crescente por parte de advogados, médicos, consultores. É um tipo de profissional que alcançou um nível em que seus serviços estão espalhados e é necessário um deslocamento rápido para lugares que nem sempre contam com aviação regular”, diz Leonardo Fiuza, diretor comercial da TAM Aviação Executiva, representante da Cessna no Brasil.
“O mercado brasileiro amadureceu, percebendo que um avião privado não é mais para ostentação, mas uma necessidade, uma ferramenta de trabalho”, destaca Philipe Figueiredo, diretor de vendas da Líder Aviação, revendedora da Beechcraft.
A economia de tempo também justificou a compra no ano passado, pelo empresário paulista Othon Cesar Ribeiro, de um Cessna 206. Ele reclama das horas que perdia em aeroportos e da dependência dos horários dos voos comerciais para realizar as viagens e conseguir retornar para Jundiaí para ver a família. Gostou tanto que já renovou o modelo usado várias vezes desde a primeira aquisição.
“Eu precisava me deslocar para algumas cidades muitas vezes à noite, tendo que esperar quase o dia inteiro em um local, para conseguir estar em um compromisso no horário determinado e que era muito mais tarde. Também gastava horas no aeroporto e perdia muito tempo em deslocamento de carro, quando já podia estar no meu escritório, dando andamento ao trabalho”, afirma.
“Sem dúvida foi um bom investimento que eu fiz. Ter o próprio avião foi uma facilidade”, desabafa.

Já os jatos custam mais caro, passando dos US$ 4 milhões (R$ 7,3 milhões), e têm que ser importados por representantes credenciados pela fabricante. Ao final de 2010, o Brasil tinha 540 jatos executivos (4% da frota nacional), conforme a Associação Brasileira de Aviação Geral. Em 2011, o número saltou para 630.
O preço de uma aeronave varia conforme o ano de fabricação, quantidade de horas de voo e situação dos componentes. Se o uso não é continuo, um monomotor (como os Cessna, Beechcraft Bonanza e Embraer Corisco) pode ser a opção. Com velocidades entre 380 km/h e 600 km/h e autonomia de voo que chega a 4 horas e 30 minutos, estão disponíveis no mercado nacional por entre R$ 200 mil a R$ 800 mil, dependendo do ano de fabricação.
Já os bimotores (como Baron, Seneca e alguns modelos da Cessna) podem ser encontrados por desde R$ 360 mil até R$ 1,8 milhão. Possuem sistemas mais complexos e são mais flexíveis para viagens noturnas ou sobrevoo com segurança sobre regiões distantes.
Na categoria dos jatos, o Learjet (da Bombardier), o Phenom 100 e o Legacy (da Embraer), o Citation Mustang e o Citation XLS (da Cessna) e o King Air (da Beechcraft) estão entre os mais adquiridos no país. São os preferidos por cantores e empresários devido à comodidade, maior número de assentos e autonomia que pode chegar a 19 horas de voo. Os preços variam entre US$ 3,6 milhões a US$ 30 milhões (R$ 6,59 milhões a R$ 54,6 milhões).
Com os altos custos, muitos optam por comprar um usado. Segundo Fiúza, da TAM, após a crise econômica mundial de 2008, o preço de seminovos caiu muito. Com um ano de uso, o avião pode custar 20% menos que um novo do mesmo modelo.
“Às vezes, optar por um que já foi usado aqui no país compensa”, diz o comerciante Kallas. “Eu consigo comprar aqui um Corisco por R$ 200 mil e o custo-benefício compensa. Ele não consome muito combustível e a manutenção também é pequena”.
Isso porque, além do preço da aeronave, é preciso levar em conta os gastos para mantê-la. “A escolha de qual aeronave você irá comprar depende de quanto você terá disponível para mantê-la e para quais necessidades irá usá-la”, afirma Fiuza.
Um jato novo de R$ 5 milhões exigirá um custo operacional fixo mensal de R$ 30 mil - despesas com piloto, gasolina, hangar. Já um monomotor seminovo de R$ 200 mil pode ser mantido em um hangar alugado por R$ 500 mensais e com manutenção a cada 200 horas de voo, que fica em R$ 2 mil cada.
Avião compartilhado
“Nunca deu problema em ter o avião compartilhado. Meu sócio pergunta se eu vou voar em tal data, se não vou, ele usa. Raramente dá algum confronto de datas e isso reduz o nosso custo. Os dois usam, não há conflito, funciona muito bem”, explica.
“A compra compartilhada pode ser uma opção inicial também quando alguém quer testar um avião ou verificar se ele atende seus objetivos para depois adquirir o seu próprio", explica Philipe Figueiredo, da Líder Aviação, representante dos jatos King Air e das marcas Bonanza e Baron no Brasil.
Compra da aeronave
Alguns clientes preferem verificar pessoalmente a aeronave antes de importá-la, outros fecham o negócio após empresas credenciadas pela fabricante inspecioná-los nos Estados Unidos.
Após a empresa idônea certificar a qualidade da aeronave há o fechamento da compra e o pagamento. O avião vem voando para o Brasil – com prefixo e piloto norte-americano. Mas, depois de pousar, não pode voltar a decolar sem que haja o desembaraço na Receita Federal e a regularização com a Anac.
Já Phillip Costa, da AviõesNet, que trabalha com importação e venda de novos e usados no país, cota em 38% os custos para importar e nacionalizar um monomotor americano de US$ 100 mil. “Há os custos fixos de 10% de IPI e mais 18% de ICMS (no caso de São Paulo), seguro obrigatório para acidentes, translado, salário do piloto, tarifas com despachante e oficina. Em alguns casos, os custos de importação não compensam e fica mais barato comprar um já nacionalizado e usado por aqui”, diz.
O seguro do casco não é obrigatório e, normalmente, quem compra mono ou bimotores não faz, pois as seguradoras cobrem um período de até 25 anos após a fabricação.
FONTE: PORTAL G1
sexta-feira, 23 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
PILOTO AVIADOR - FRANCIS GARY POWERS

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
ANAC MANTEM MULTA APLICADA AO PILOTO JOSEPH LEPORE DO JATO LEGACY QUE SE CHOCOU COM O VOO 1907 DA GOL EM 2006
Voo Gol 1907
Brasília, 16 de fevereiro de 2012 – A Junta Recursal da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) manteve, em segunda instância, as multas aplicadas ao piloto Joseph Lepore nos processos originados de dois autos de infração lavrados pela Agência em 20 de setembro de 2011.
O piloto era o comandante do jato Legacy, de prefixo N600XL, que colidiu com o Boeing 737 da empresa aérea Gol, em 29 de setembro de 2006. A decisão da Junta encerra a possibilidade de recursos na esfera administrativa. As multas aplicadas somam o valor de R$10 mil reais.
Os autos foram emitidos pela Agência a partir da constatação de que o equipamento TCAS (sistema anticolisão de tráfego) e o transponder do jato Legacy estiveram desligados durante o voo, contrariando normas de segurança da Aviação Civil.
A ANAC já havia enviado comunicado à autoridade aeronáutica norte-americana (Federal Aviation Administration - FAA) sobre as novas autuações ao piloto Lepore.
Histórico – As multas vêm se somar a outras duas já aplicadas em razão do voo. Em Sessão anterior, em 25 de agosto de 2011, a Junta Recursal já havia decidido outros dois recursos apresentados pela Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do voo 1907 nos processos administrativos abertos contra o piloto Joseph Lepore e a empresa Excel Air Services Inc.As primeiras autuações ocorreram em 22 de março de 2011 e tiverem como base a ausência de uma ‘carta de autorização’ (Letter of Authorization – LOA) emitida pela FAA, necessária para conduzir operação em espaço aéreo de separação reduzida (RVSM).Durante aquela Sessão de Julgamento, as sanções administrativas aplicadas pela decisão de primeira instância aos autuados foram mantidas – multa de R$ 3,5 mil para o piloto Joseph Lepore e de R$ 7 mil para a empresa Excel Air Services Inc.. Essas duas primeiras multas já foram pagas.Na ocasião foi também esclarecido que a ANAC havia encaminhado à FAA ofício comunicando todas as sanções administrativas aplicadas até então. As questões referentes ao tráfego aéreo foram informadas, também por ofício, ao órgão responsável pelo Espaço Aéreo Brasileiro, que é o Comandando da Aeronáutica (COMAER).
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
SANTOS DUMONT - DE PRÓPRIO PUNHO

Encontrei esse site excelente que fala sobre a vida e obra de Alberto Santos Dumont, que dispensa apresentações. Espero que gostem! Para acessar basta clicar em Santos Dumont, de próprio punho
domingo, 20 de novembro de 2011
ENTREVISTA - LARISSA BERNARDO

Amigos do Papo de Hangar, como eu havia dito antes, esse mês entrevistei a Larissa Bernardo que tem 25 anos e atua como Co-piloto de Embraer 190/195 em uma grande companhia aérea brasileira. Larissa tem ensino superior completo, fez o Piloto Privado no Aeroclube de Atibaia, o Piloto Comercial entre o Aeroclube de Campinas e o de Bragança, e antes de ingressar na linha aérea, fez o INVA também no Aeroclube de Campinas. Larissa faz parte de uma família de aviadores, talvez por isso seja um “anjo”. Uma amiga querida por todos que a rodeiam e certamente uma profissional aplicada e muito competente no que escolheu fazer pra o resto da vida. Deixo aqui o meu agradecimento a minha grande amiga Larissa por ter disponibilizado uma parte do seu tempo para responder essas perguntas e espero que todos vocês apreciem a entrevista e quem sabe alguns possam estimular ainda mais a vontade de alçar voos cada vez mais altos.
1. De onde surgiu a idéia de ser Piloto de Avião? Sua família, teve alguma influência?
Sim, com certeza! Nasci respirando aviação, meus pais e meus tios voam! Meu pai é Piloto, minha mãe Comissária de Bordo e com isso minha irmã e eu acabamos seguido os mesmos passos, assim como meus primos! Quando crescemos neste meio no qual a rotina é não ter uma rotina constante, e gostamos disso, fica difícil adaptar-se a outros meios! Já esta no DNA! Foi natural, por opção e amor mesmo...
- Quais são as principais dificuldades que você encontrou desde que decidiu iniciar o curso de piloto privado, até os dias de hoje?
Graças a Deus não tive grandes dificuldades! Mas a ansiedade de todas as fases é complicada de lidar! Primeiro o exame medico, depois as provas teóricas, os checks práticos, a prova de inglês, a entrevista de emprego nas companhias, o treinamento no simulador, o treinamento em rota, o check em rota! O saber se vai dar certo ou não é complicado! Parece que de cada um destes momentos depende a nossa vida! Que aquela é nossa única oportunidade e você quer fazer seu melhor com perfeição! Entender e aceitar que nunca saberei tudo, lidar com a auto-cobrança e saber que errar faz parte do processo é complicado!
- Você sente algum tipo de preconceito por partes dos passageiros, ao verem você na cabine?
Preconceito Nao!! Acho que ja foi o tempo! Mas surpresa sim! Sempre ouço “Foi voce quem veio “dirigindo”? é gostoso!
- Como você vê o cenário atual da aviação civil no Brasil, especialmente para as mulheres?
Na realidade, não consigo diferenciar muito o mercado para mulheres e para homens nos dias de hoje, principalmente na linha aérea! O mercado esta borbulhando de oportunidades, independente do sexo! Hoje ainda vemos poucas mulheres pilotando porque o interesse e a procura nesta área por parte delas é menor! Simplesmente por isso! Mas as oportunidades estão ai, para quem quiser agarra-las!
- Você já passou por alguma situação que te fez pensar em desistir de voar?
Não, jamais! Já senti receios e claro alguns medos ao presenciar acidentes e incidentes de perto, mas desistir jamais! Faz parte do meio e da vida estas situações! Na aviação, infelizmente aprendemos com os erros e acertos dos nossos colegas, e nós, pilotos, não temos tempo para lamentações!
- O que você acha sobre esse “aquecimento” nas contratações de pilotos por parte das companhias aéreas?
Ao meu ver a aviação é cíclica! Existem muitos altos e baixos e as coisas acontecem da noite para o dia conforme o mercado econômico mundial gira! Quem esta se formando agora, deve aproveitar as oportunidades da melhor forma, pois mesmo torcendo e acreditando que ainda existam muitos campos para que a aviação continue desenvolvendo e gerando novos empregos, pode ser que não perdure por muito tempo! Tudo depende, é bem complexo! O Brasil é muito grande, tem muito potencial e a aviação, principalmente a regional, ainda tem muito para crescer!
- Hoje em dia percebemos que temos muito mais pessoas interessadas em fazer o curso de piloto. A que você atribui esse fato?
Eu acredito que deve-se ao fato de que no momento, o mercado esta superaquecido, os empregos e as oportunidades estão surgindo! Ha pouco tempo atrás o mercado encontrava-se fechado, e as oportunidades eram mais raras! Hoje, é diferente! Isso atrai os olhares daqueles que veem de fora a situação e acabam procurando se profissionalizar! Porem, o caminho é longo, exige muita paciência e disciplina, então vejo que muitos procuram, mas poucos finalizam o curso! Existe uma seleção natural...
- Quais os conselhos que você dá as mulheres que pretendem seguir a carreira de Piloto de Avião?
A pergunta que mais ouço das meninas é a respeito de preconceito, e minha resposta é sempre a mesma! Tudo depende da maneira como encaramos as situações e a maneira como nos comportamos diante delas! Não leve para o lado pessoal tudo que ouvem, muitas vezes o preconceito, parte de nos mesmos! Não se cobre apenas pelo fato de ser mulher, saiba que tem que se cobrar para se tornar uma boa piloto, faça seu voo buscando a excelência e a padronização, que todos resultados serão consequência disto!
- Deixe uma frase para todos aqueles que estão pretendendo iniciar essa tão brilhante carreira e que com certeza encontrarão muitos desafios pela frente:
“Para chegar onde queremos, temos todo um caminho a percorrer! A jornada é tudo! Persista e faça da melhor forma que puder, respeitando as regras e regulamentos de segurança de voo! Ética, disciplina e dedicação são essenciais! Humildade é fundamental! Nunca pense que já sabe o suficiente!”
Bom pessoal, é isso aí. Espero que tenham gostado!
Abraço a todos e bons voos sempre!!!
Bruno Maciel.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Ex-vereador se jogou do avião durante problemas na hora do pouso.
A aeronave que enfrentou problemas no momento do pouso e resultou na morte de um dos passageiros na noite de segunda-feira (14), na região sudoeste da Bahia, passará por avaliação técnica, segundo informações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica (Cenipa), regional Recife (PE). O acidente aconteceu na cidade de Condeúba, a cerca de 650 Km de Salvador.
“Faremos uma ação inicial, buscando informações básicas para dar prosseguimento às investigações técnicas. Queremos saber os fatores que contribuíram. O resultado será usado para a criação de recomendações de segurança a todos os envolvidos na atividade de voo”, afirmou o investigador da Aeronáutica em Recife, José Roberto Mendes. Segundo ele, os proprietários foram orientados a não interferir na cena do acidente para que os técnicos possam encontrar a situação preservada. As equipes responsáveis pelo trabalho devem sair do Recife ainda durante a manhã.
O ex-vereador do município Agnaldo José Pereira, de 44 anos, se desesperou com o pouso forçado e se jogou da aeronave, sendo atingido pela estrutura do próprio avião. Ele morreu na hora. O ex-político viajava junto com o irmão piloto e um primo, que não sofreram ferimentos. Por volta das 21h, quando a aeronave se aproximava da pista particular da família, dentro de uma fazenda, ocorreu o acidente, cujas causas serão investigadas. A área foi isolada e a aeronave permanece no local na manhã desta terça-feira. A fuselagem do avião sofreu pequenas avarias.
O corpo do ex-vereador foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista, a cerca de 150 Km de Condeúba. Segundo informações de familiares, o corpo será velado na Câmara Municipal e encaminhado para o povoado de Alegre, a cerca de 40 Km, onde ele nasceu. Agnaldo assumiu dois mandatos, de 2000 a 2008 e tinha três filhos.
Segundo familiares, a pista de pouso foi construída há cerca de dois anos e meio e é coberta de cascalho (não é asfaltada). O local fica um pouco afastado da zona urbana de Condeúba. Na delegacia da cidade, ninguém prestou depoimento sobre o acidente. Segundo agentes da unidade policial, os familiares envolvidos não têm condições emocionais de prestar esclarecimentos.
FONTE: PORTAL G1